
Cinematografia Podcast
A Cidade dos Sonhos de David Lynch | Sessão Extra
David Lynch morreu sem ter explicado um único filme. Fez questão disso. E Mulholland Drive talvez seja o melhor argumento do porquê isso era a única postura possível para um artista como ele. Cidade dos Sonhos (2001) replica a estrutura de um sonho. A chave azul, a caixinha, o corredor dos pesadelos: Lynch distribui pelo filme sinais evidentes de que aquilo não é real, que estamos num outro plano. É um filme logopático por natureza. Neste Sessão Extra, Flávia Arielo e Jason Baroni revisitam Lynch a partir de Mulholland Drive e chegam ao que talvez seja a melhor palavra para definir qualquer filme dele: atmosfera. O episódio é também uma homenagem dupla: a Lynch, morto em 2025, e a Tim Curry, cuja morte foi anunciada no dia da gravação. Neste episódio, a conversa passa por: Lynch como o mais genuíno artista: o cabelo, o meme, a meditação transcendental, as leituras do tempo na pandemia e o cameo como John Ford em Os Fabelmans. A impossibilidade de racionalizar Lynch. Hollywood como sonho e pesadelo simultâneos: o que Mulholland Drive diz sobre a indústria que o hospedou. Naomi Watts e Laura Harring: por que as atuações sustentam o que o roteiro deliberadamente dissolve. A virada do filme e a inversão de identidades: o momento em que a atmosfera assume o controle da narrativa. #CinematografiaPodcast #SessaoExtra #MulhollandDrive #CidadeDossonhos #DavidLynch #Cinema #CinemaAutoral #SuspensePsicologico #AnaliseDeCinema #Hollywood

