Grupo Arauto
De perto, ninguém é perfeito
Talvez um dos maiores desafios de um relacionamento seja aprender a amar a pessoa real, e não a imagem que criamos dela. No começo, tudo parece mais fácil. Tem encanto, desejo, carinho, novidade. A gente conhece alguém e, quase sempre, enxerga primeiro aquilo que gosta. Com o tempo, a vida vai mostrando o restante. Aparecem as manias, os defeitos, os dias de cansaço, a irritação, as preocupações, as dificuldades, as diferenças de opinião. E aquilo que antes parecia pequeno começa, às vezes, a incomodar. É nesse momento que muita gente se pergunta se o amor acabou. Mas nem sempre acabou. Às vezes, é apenas o momento em que o relacionamento deixa de viver de encanto e começa a viver de escolha. Escolha de conversar. De compreender. De ceder quando for preciso. De reconhecer que o outro tem defeitos, assim como nós temos. Isso não significa aceitar desrespeito, violência ou aquilo que nos machuca. Significa entender que duas pessoas podem se amar e, ainda assim, ter dias difíceis. Nem toda discussão precisa terminar com uma porta batendo. Nem todo problema precisa ser resolvido naquela hora, é melhor respirar, dormir, deixar a cabeça esfriar e conversar no dia seguinte. Amar, talvez, seja justamente isso: conhecer alguém cada vez mais de perto, enxergar aquilo que não é perfeito e, mesmo assim, continuar encontrando motivos para estar ali. De perto, ninguém é perfeito. Quem sabe seja justamente de perto que a gente descubra quem realmente vale a pena.